Piatã/BA: Mineradora Brazil Iron aponta “perseguição política” para ato de interdição temporária de suas atividades

 

 

 


Na cidade de Piatã, muita conversa, inclusive que a visita de ACM Neto pode ter sido o motivo da perseguição.
A mineradora Brazil Iron afirmou, por meio de nota, divulgado no último domingo, dia 08 de maio, que não teve acesso ao relatório de fiscalização que deveria ter justificado o ato de interdição temporária de suas atividades no município de Piatã, determinado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) no fim do mês passado e ainda afirmou que ‘perseguição política desmedida’ é o motivo para o ato.
“A Brazil Iron está surpresa e desapontada com a medida adotada pelo Inema. Entendemos que tal medida apresenta motivações equivocadas e se sente injustiçada para essa ação”, disse a nota ao reforçar que não existe Área de Preservação Permanente (APP) no espaço apontado pelo órgão estadual.

Segundo a mineradora, os técnicos do Inema confirmaram que o documento de relatório de fiscalização não havia ainda sido concluído e, portanto, não havia sido enviado. “Infelizmente, o que se passa nesse momento é uma perseguição política desmedida, potencializada pela proximidade das eleições. Mas não fugiremos à luta. Desde a semana passada estamos mobilizados a derrubar a interdição e confiamos que isso acontecerá em breve”, pontuou o comunicado.

Interdição temporária
O Inema aplicou a penalidade de interdição temporária à mineradora Brazil Iron, localizada em Piatã, na Chapada Diamantina, por operar atividade minerária na fazenda ‘Mocó’, descumprindo autorizações ambientais previstas nas portarias do órgão.
Segundo o Inema, a mineradora descumpriu as portarias ao explorar a poligonal definida, implantar e executar atividades para além do que foi autorizado, por realizar supressão e soterramento de vegetação nativa com material estéreo nas estadas vicinais do empreendimento, efetuar supressão e soterramento de vegetação nativa em área de preservação permanente, assim como por não responder notificações do órgão.

O órgão aponta que o não cumprimento desta interdição temporária poderá levar a aplicação de novas penalidades, como auto de infração de multa, sendo o mínimo de R$500 e o máximo de R$50 milhões ou auto de infração de multa diária, sendo o mínimo de R$50 reais e o máximo de R$500 mil. O Inema ainda determinou o prazo de 20 dias para defesa.

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