Chapada Diamantina deve entrar nos principais destinos enoturísticos do país com vinícola em Mucugê

 


A Chapada Diamantina junta-se ao Sertão do São Francisco e promete tornar a Bahia um dos melhores destinos enoturísticos do país. Com inspiração na região de Champagne, na França, as vinícolas UVVA e VAZ despontam na região diamantina com terroir e sofisticação peculiares. No Vale do São Francisco, a já consagrada Miolo mantém a vinícola Terranova, responsável pela produção de espumantes do grupo, e há também a acolhedora GrandValle. Para amplificar este cenário, explica o vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, um projeto do Governo do Estado pretende ainda expandir a produção vitivinícola para o território do Velho Chico, onde 14 produtores catarinenses devem investir no Polo Agroindustrial e Bionergético do Médio São Francisco para produzir vinhos no município de Barra, constituindo um novo polo viticultor. Em um cenário paradisíaco da Chapada Diamantina, a vinícola Uvva promete aos amantes do vinho requinte e sofisticação. São 52 ha de vinhedo plantado em Mucugê. O projeto é concebido para 400 mil garrafas por ano, entre vinhos tintos de guarda, brancos e espumantes. O projeto é concebido para trabalhar enoturismo agregado com ecoturismo que já existe na região. A vinícola tem previsão de começar a operar este ano. No município de Morro do Chapéu, também na Chapada, a vinícola VAZ produziu os primeiros vinhos em 2018. Foram 1,2 mil garrafas de Malbec, Syrah, Sauvignon Blanc e Viognier. Em 2019, a produção saltou para 10 mil garrafas de espumantes Brut Charmat, Brut Rosé, Moscatel, vinhos tintos Malbec e Syrah. Já em 2020, ganhou a 9ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil e a 4ª edição da Grande Prova Sucos de Uva do Brasil, na categoria de vinhos Tinto Malbec e nos rótulos de espumantes - Brut Branco Charmat e Brut Rosé Charmat. A história das uvas na Chapada Diamantina começou a ser escrita em 2009, quando foi implantada, com apoio da Embrapa e do Governo do Estado, a iniciativa com a cooperação técnica da Cave Coopérative Des Riceys, da região de Champagne, na França, presidida por Christian Jojot, para alcançar o topo na escala da qualidade. O Projeto de "Avaliação Técnica e Econômica de Videiras Viníferas e de Culturas de Clima Temperado em Morro do Chapéu" cumpriu a promessa feita de que em 2022 seria possível ter em casa vinhos de alta qualidade feitos com uvas colhidas no município. Na época, foram plantadas 10 variedades de uvas da França, através de um importador de Minas Gerais e apoio da Embrapa. Sete anos depois, o projeto implantado em Morro do Chapéu começou a ser replicado no município de Mucugê, em uma área de 30 mil ha, mesmo tamanho da área plantada na região de Champagne, na França.
Foto: Divulgação

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