Livramento/BA: GASA monitora aumento de volume de água pós-barragem e pede para que comunidade ribeirinha fique atenta

 


Com a previsão de continuidade das chuvas, aumento natural do fluxo da água da Barragem Luiz Vieira após atingir sua cota máxima e sangrar, a tendência é o leito do rio Brumado ficar caudaloso.

A barragem Luiz Vieira é alimentada pelo rio Brumado e por pelo menos outros seis riachos, todos operando com volume de água bem acima do normal.

Com o chamado “sangramento”, que é quando a água chega ao limite da estrutura e passa a transbordar, esse volume de água corre em direção ao rio Brumado. Neste caso, certamente, todo volume de água desses mananciais irá desembocar no leito da Barragem e transpor pela borda do vertedouro.

Cerca de 14 anos atrás, a mesma barragem sangrou e não houve grandes embaraços, isso porque o cenário hidrográfico e a geografia populacional era bem diferente dos tempos atuais. Hoje, notoriamente, mais famílias ocupam regiões que margeiam o rio Brumado.

Embora muito pouco comentado, a situação acende um sinal de alerta. O Grupo Guardiões Ambientais Serra das Almas – GASA (Brigada Civil de Livramento de Nossa Senhora), já sinalizou preocupação com a possibilidade de enchente do rio Brumado, caso as chuvas não diminuam.


A equipe da Brigada Civil esteve na noite deste sábado (08) na área da Barraginha, para monitoramento do volume de água que começou a descer de Rio de Contas. Segundo o chefe do GASA, Antonio Carlos Novais Oliveira, a maior preocupação ocorre em razão do volume do rio Brumado ter aumentado bastante depois das chuvas das últimas 48 horas.

“Toda essa água vai se juntar as águas dos demais riachos e descer em volume maior pelo vale do rio Brumado, que corta diversos bairros de Livramento de Nossa Senhora”, afirma.

Carlinhos aproveitou para que a população ribeirinha fique atenta, pois é tudo muito imprevisível.

“Nós recomendamos para que as pessoas fiquem em alerta, porque pode chegar um volume maior de água”, disse.

Não há motivo para pânico, pois a Barragem é segura, mas o excesso de água que deve descer no curso natural do rio é algo que merece ser considerado, pois, certamente, deve reassumir o espaço que naturalmente é dele. É melhor prevenir do que remediar.
//L 12


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