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sábado, 29 de maio de 2021

Guardiões Ambientais da Serra das Almas denunciam invasão de locais públicos em Livramento


Fotos: Divulgação/GASA

O grupo de amigos Guardiões Ambientais da Serra das Almas (GAZA) denunciou, no último sábado (22), em entrevista durante o programa Ponto de Vista, na Rádio Portal Sudoeste, que algumas pessoas estão invadindo e cercando diversas áreas públicas de Livramento de Nossa Senhora, principalmente as de potencial turístico.

Dois integrantes do grupo, Carlos Bananinha e César Estopão, compareceram ao programa e conversaram com os apresentadores Luiz Brito e Yonélio Sayd. Entre os espaços citados por eles estão o Poço Preto, próximo à cachoeira Véu de Noiva, um trecho do Rio Brumado e as localidades de Lajedo de Baixo e Lajedo de Cima. Além disso, a revitalização será feita nestes locais que são públicos, mas foram cercados e precisam de acessibilidade.

Carlos e César disseram que o grupo já está tomando as medidas cabíveis junto Ministério Público quanto ao problema.

“Todo Rio Brumado foi cercado, e você não pode entrar. A GAZA está vendo todos os meios legais e a quem acionar para recuperar essas áreas porque não se pode impedir acesso das pessoas aos locais públicos, que hoje viraram áreas particulares de lazer”, disse Carlos. 

GAZA é uma associação que foi formada em 2019 durante um trabalho entre amigos para reflorestamento da localidade turística Poço Preto e tem o objetivo de preservação do meio ambiente, inclusive com recente título aprovado na Câmara de Vereadores da cidade como de utilidade pública.

“Esse título é bastante benéfico porque além de reconhecer o trabalho realizado, possibilita a instituição receber recursos para dar procedimentos aos trabalhos realizados”, afirmou Carlos.

Atualmente o grupo GAZA pertence ao Sétimo Grupamento de Bombeiros Militar (7ºGBM) de Vitória da Conquista e é composto por 46 membros. O registro junto ao 7º GBM foi feito recentemente e todos os integrantes estão sendo capacitados em diversos trabalhos, dentre eles, o de pronto socorro em atendimento pré-hospitalar, resgate e salvamento.

Sobre a implantação do sub grupamento de bombeiros militar na cidade, César diz que é de grande importância porque só irá somar e o trabalho do GAZA ficaria mais facilitado.  Questionado quanto à dificuldade que o grupo mais enfrenta, Carlos disse que é a questão de transporte, vestimenta adequada, mas fez questão de ressaltar o apoio que recebe tanto do comércio local quanto dos moradores. Ainda em meio às barreiras, Carlos ressalta que o grupo já chegou à marca de 1,5 mil árvores plantadas.

“Nós temos um projeto que visa plantar em torno de 800 árvores nas áreas urbanas da cidade. Além da beleza estética, os benefícios são inúmeros, como diminuição de poluição sonora, diminuição da temperatura ambiente, aumento da umidade relativa do ar, e nós pretendemos colocar esse projeto em prática o mais rápido possível”, ressaltou.

Ele ainda fez questão de falar de outro projeto, o de tornar o entorno da cachoeira Véu de Noiva, uma reserva de preservação ambiental. “O que me deixa muito chateado é a questão da nossa cidade não ter uma reserva ou uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). Todos os animais que são recuperados aqui pela Polícia Civil ou pela Militar são levados para Vitória da Conquista ou para o extremo o Sul da Bahia. Com isso, você empobrece a fauna de um local e enriquece de outro. Todos os animais que foram apreendidos, já entramos na frente para tentar fazer a soltura deles aqui, mas não conseguimos”.

Para o líder do grupo, o trabalho hoje é muito reconhecido. Ele faz a questão de citar o exemplo da Estrada Real, um dos locais de potencial para o turismo de trilhas, mas que estava abandonada. “Foi feito um trabalho de limpeza e agora é novamente muito visitada”, finalizou.
Via: Radio Portal Sudoeste

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