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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Café produzido em Piatã e Ibicoara é destaque no mercado nacional e internacional

 



Foto: Divulgação

Com uma produção anual de quatro a cinco mil sacas de café e atentos à potencialidade da produção de cafés na região da Chapada Diamantina, a Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã) celebrou o Dia Nacional do Café, nesta segunda-feira (24), com avanços nas vendas e valorização do produto. O café da Coopiatã, produzido por famílias agricultoras de Piatã e Ibicoara, é um dos destaques da Bahia no cenário nacional e internacional.
A excelência na produção de cafés de alta qualidade garantiu à cooperativa, em 2020, um faturamento de aproximadamente R$ 1,4 milhão, gerando, somente com a venda do café, uma renda média mensal para cada cooperado e cooperada de R$ 2.500,00.
Entre os diferencias que permitem obter esses resultados estão a localização das lavouras, em áreas que chegam a altitudes entre 1.260 a 1.400 metros, temperaturas amenas, ideais para o cultivo, e solo favorável. As condições climáticas somadas às melhorias do processo de produção e o apoio do Governo do Estado, geram excelentes resultados na produção de grãos de cafés 100% arábica, especiais e gourmets, de alta qualidade e valor agregado.

Os cafés, classificados como tradicional, gourmet, especial e superior, são comercializadas pela cooperativa, em grãos ou moídos, no Brasil e também por meio de exportação para a Austrália e Estados Unidos, nas marcas: Coopiatã, Rigno, Rarefeito, Taperinha, Café da Lucineia, Café do João, Entrevales, Cafundó e Reserva da Chapada.

O reconhecimento dos elevados níveis de classificação de café da Coopiatã já rendeu mais de 50 premiações em concursos nacionais e internacionais, entre elas a da Associação Brasileira da Indústria de Torrefação e Moagem de Café (ABIC), do Coffee of The Year, e a do Cup Off Excellence, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Com as classificações no Cup of Excellence 2020, foi possível participar de um disputado leilão internacional, via internet, alcançando preços que vão muito além dos praticados no mercado convencional.

Renato Rodrigues, um dos 47 cooperados da Coopiatã, com café premiado, destaca que a boa colocação do café em concursos mostra a força da produção dos agricultores familiares baianos: “Ganhar esse prêmio traz uma conquista para todos nós, produtores de café de Piatã, da Bahia. É resultado de muita dedicação, trabalho e paixão por esse fruto que nos enche de orgulho. O nosso café está entre os melhores do Brasil e é da agricultura familiar”.

De acordo com o presidente da Coopiatã, Rodolfo Moreno, a saca de 60 kg do café arábica convencional sai hoje, em média, por R$ 500. O preço de um especial é comercializado, em média, a R$ 1.750, a saca, no mercado. Já a saca de um café classificado como especial, bem colocado em um concurso como esse, pode chegar a mais de R$ 50 mil.
Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

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