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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Operação Casmurro prende policiais civis em Seabra

 

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e das Promotorias criminais e de patrimônio público de Seabra, em conjunto com a Força Tarefa de combate a crimes praticados por policiais civis e militares, da Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), deflagraram a Operação Casmurro, na manhã desta sexta-feira (09), no Município de Seabra, na Chapada Diamantina. Foram cumpridos três mandados de prisão e sete de busca e apreensão. Durante a operação, foram apreendidos um veículo, 12 Celulares, um Notebook, uma câmera filmadora, um rádio comunicador, três pistolas, dez pen drives, dez Chips de celulares, um HD Externo, quatro cartões de memória, cem munições, cento e trinta e quatro cartuchos, dez carregadores de pistola, dezoito estojos de munições, dois sacos contendo substância esverdeada aparentando ser maconha duas chaves de veículo, duas placas de veículos, uma agenda de anotações, um caderno de anotações, além de documentos diversos. A operação apurou fortes indícios da prática de tráfico de drogas por dois policiais civis lotados na 13ª Coorpin, em Seabra. 

A polícia civil de Seabra descobriu, em junho de 2020, uma extensa plantação de maconha no Povoado de Baixio da Aguada, zona rural de Seabra, com previsão de colheita de três toneladas da droga, mas os policiais teriam recebido uma proposta de R$ 220 mil para não incinerar toda a droga apreendida e não erradicar a plantação. A negociação entre o traficante e os policiais foi realizada por um empresário local, que tem grande influência e livre trânsito nas dependências da referida Unidade Policial.  Aceitando a propina, os policiais permitiram a colheita do restante das drogas, e ainda ajudaram a transportá-las dentro das viaturas da polícia, para armazenamento em propriedade rural do empresário, até que fossem finalmente enviadas para a cidade de Salvador.

Com base nesses relatos, foram deferidos pela Vara Crime da Comarca de Seabra os pedidos de prisões temporárias dos dois policiais civis e do empresário, além de autorização para buscas e apreensões em endereços residenciais e outras propriedades dos investigados, bem como na sede da Coorpin.

Não haverá concessão de entrevista ou coletiva de imprensa por parte do MP da Bahia, neste momento, em respeito à Lei de Abuso de Autoridade. diz o órgão em nota.

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