Chapada Diamantina é destaque internacional por sua beleza natural em site do Reino Unido

O site The Yorker fez uma matéria especial sobre as belezas da Chapada Diamantina para seu público no Reino Unido. 
A Chapada Diamantina é um parque nacional brasileiro, localizado no leste do estado da Bahia. Embora apareça uma pequena mancha oval em um mapa brasileiro, ocupa cerca de 600 milhas quadradas de terra, aproximadamente o equivalente ao tamanho de Londres. Em 1844, ele ganhou seu nome de “Platô de Diamantes”, quando uma fortuna em pedra preciosa foi descoberta no subsolo. Um afluxo de mineiros causou a rápida construção de várias pequenas cidades e aldeias. Lençóis é a principal cidade colonial, repleta de casas pintadas em cores vivas e ladeada por ruas de paralelepípedos. Mais ao sul fica Mucugê, uma cidade menor, mas não menos pitoresca, conhecida por suas espécies endêmicas de flores secas (Comanthera mucugensis) e seu cemitério “bizantino”. Desde a época da peste, o cemitério tem se enchido lentamente com uma coleção de igrejas em miniatura intrincadas, cada uma colocada sobre uma sepultura. Essas igrejas de pedra branca têm uma beleza tranquila e etérea, marcando um contraste marcante com as montanhas escuras além.

As principais atrações, no entanto, não são feitas pelo homem. O parque é como o cenário de um conto de fadas, com sua infinidade de montanhas de mesa, cachoeiras, riachos, ravinas verdes e cavernas cheias de lagos. No entanto, a Gruta Azul não precisa de fadas; em vez disso, é o sol do meio da tarde que faz mágica, banhando a gruta todos os dias com uma luz azul iridescente e surpreendente. Enquanto isso, rachaduras na rocha acima concentram os raios, formando feixes de luz que mergulham, como arco-íris incolores, na superfície da água. Em contraste, a água da Gruta da Pratinha é celebrada não pela cor, mas pela clareza, que permite aos mergulhadores verem o mundo aquático com detalhes gloriosos, principalmente seus cardumes de peixes dançantes. A água então jorra da boca da caverna, pegando o sol enquanto forma uma piscina azul brilhante. Ainda assim, a cascata mais impressionante é, sem dúvida, a Cachoeira da Fumaça, a cachoeira mais alta do Brasil. Sua altura, juntamente com a forte brisa, significa que a água se dispersa antes mesmo de atingir o solo, formando a nuvem de névoa que dá à cachoeira o nome de ‘fumaça cai’. Os viajantes corajosos podem deitar nas rochas acima, estendendo seus torsos sobre a borda para ter um vislumbre das cachoeiras abaixo. A vista mais espetacular do parque, no entanto, pode ser encontrada no topo do Morro do Pai Inácio, uma montanha em forma de mesa que oferece um panorama glorioso. O nome da montanha, ‘Padre Inácio’, vem da lenda de um escravo que se apaixonou pela esposa de seu mestre e se jogou do topo do penhasco. A alma do escravo permanece no pôr do sol, que pinta as montanhas de ouro a cada dia que termina.

Uma série de trilhas cruza as cristas, serpenteando por entre a flora, que vai de cactos a bromélias e orquídeas selvagens. A área também é um deleite para os observadores de pássaros, com 350 espécies de pássaros. Uma delícia especial é o Visorbearer Capuz, uma espécie de beija-flor. Tem um rosto verde brilhante e marcante e uma faixa branca em volta do pescoço, que resultou em seu apelido brasileiro de ‘gravatinho’ ou ‘gravatinha’. Embora seja uma espécie rara, ela prospera na Bahia, o que significa que os visitantes provavelmente verão uma delas pairando na altura da cabeça. Outros pássaros raros no parque incluem a águia do Chaco, o falcão de pescoço branco, a espineta da Bahia, o tiranuleto da Bahia e o periquito marcado de ocre. Enquanto isso, mamíferos como onças, tatus gigantes, tamanduás-bandeira, pumas e titis de Barbara Brown patrulham o solo, embora raramente se aproximem de humanos visitantes. Assim, embora tenham sido as joias e as riquezas que primeiro atraíram o homem para a Chapada Diamantina, os verdadeiros tesouros estão na geografia e na vida selvagem. Com joias escondidas em cada esquina, não é de se admirar que o parque tenha sido apelidado de “mundo perdido do Brasil”.
Fonte: The Yorker

Nenhum comentário:

AVISO: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do PORTAL INÚBIA.

MAIS LIDAS DA SEMANA