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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Médica contesta acusações no caso da criança de seis anos que morreu após ser picada por escorpião em Piatã



Foto: Montagem do Portal Inúbia/UOL


Na última segunda-feira (31), uma criança de seis anos de idade, identificado como João Paulo, morreu após ser picado por um escorpião na zona rural de Piatã.
A médica Mayana Passos Benévolo, responsável pelo primeiro atendimento da criança, relata que João deu entrada na unidade às 20h05, duas horas após o acidente, sem responder a solicitações verbais, além de apresentar sintomas de mal-estar e vômito.

A médica contesta as denúncias feitas por moradores nas redes sociais de que teria faltado medicamento apropriado para o tratamento de João Paulo e promete que irá acionar judicialmente todos aqueles que conseguir identificar como seus respectivos autores. Durante o atendimento, Mayana acionou o Centro Antiveneno da Bahia (Ciave), que a partir da identificação fotográfica do escorpião e do estado de saúde da vítima classificou o estado dele primeiramente como moderado e, posteriormente, como grave.

Então, foi recomendado a aplicação de seis ampolas de soro antiescorpiano, limite para a idade e peso do garoto. A médica garante que a criança deixou o hospital municipal consciente e que estava otimista quando liberou sua transferência para o Hospital Regional da Chapada (HRC), em Seabra, onde morreu na manhã do dia seguinte.

“É espantoso o que aconteceu com esta criança. Saiu daqui estável, reconhecendo a mãe, falando o próprio nome. Existe um limite para até onde a medicina alcança”, afirma. Segundo o relato da mãe da vítima, a criança apresentou os sintomas após colocar a mãe dentro no buraco de uma árvore. “Meu filho chegou em casa chorando dizendo que tinha sido picado por marimbondo. Em questão de segundos começou a vomitar”, lembrou a mãe da vítima, Evaneis Pereira Macedo.

O clínico geral Oswaldo Aurelio Santana, explica que situações como esta são frequentes em casos envolvendo picadas de escorpião. “Estas oscilações são comuns. O mais importante depois do atendimento inicial com o soro é prover ao paciente um suporte com medicamentos vasoativos e equipamentos de unidade de terapia intensiva”, explica Santana. Responsável pelo Hospital da Chapada, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), recusou-se a comentar o caso. O HRC não dispõe de UTI pediátrica.  
Fonte: UOL

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