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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Rapaz tira selfie direto dos escombros do prédio que desabou em Fortaleza




Marcelo Bloc, morador do prédio vizinho ao Edficio Andrea, em Fortaleza, tinha acabado de chegar ao local do desabamento quando os pais de Davi Sampaio Martins, de 22 anos, conseguiram falar com o filho que estava lá dentro. O jovem já havia enviado uma selfie e um áudio para amigos via WhatsApp informando que estava nos escombros do prédio que havia desabado, mas que estava bem.

– Estavam o pai e a mãe falando no telefone com ele. O bombeiro gritou perguntando o nome, eles disseram e o rapaz respondeu falando que era ele mesmo. Os pais estavam na expectativa de retirarem ele – diz o jornalista, que trabalha da Assembleia Legislativa de Fortaleza, a cerca de 80m do local do desabamento.

O jovem foi resgatado com algumas escoriações. O estudante de Arquitetura e Urbanismo estava se arrumando para ir a faculdade. Seu pai já tinha saído para trabalhar.

Marcelo estava no trabalho quando recebeu a ligação da mãe em prantos. “Meu filho, você não vai acreditar, aquele prédio do lado do seu caiu”, disse-lhe por telefone. Segundo Marcelo, a primeira vítima encontrada morta era um rapaz que trabalhava em um mercado na rua lateral a do prédio.

– Que eu soube o primeiro cara encontrado sem vida trabalhava no mercadinho em frente – afirma. Segundo ele, os escombros não chegaram a derrubar o mercado que ficava na rua lateral a do prédio, mas a fecharam por completo.

Para chegar em casa, Marcelo teve que estacionar na casa da mãe, que mora a cerca de 200m do lugar do desabamento. Pela sua janela, do sétimo andar, dá para ver todos os escombros do edifício que, segundo ele, “foi descendo como se tivesse sido demolido”.

– Não foi como se tivesse sido uma explosão, foi como se tivesse sido implodido. Ele caiu em linha reta. Como se a base tivesse ruído. Ele caiu verticalmente. – afirmou um outro morador do prédio de Marcelo, que estava em casa no momento do desabamento.

De acordo com Marcelo, os familiares das vítimas estão em uma empresa de informática próxima, a Infotec. A mãe de um amigo de infância, moradora do segundo andar do Edifício Andrea, é uma das pessoas que foram resgatadas junto com a empregada doméstica.

Sobre os vazamentos de gás, Marcelo afirmou não ter sentido nada da sua casa. Fecharam todo o quarteirão em volta, por onde só podem passar agentes de saúde e segurança. O em torno segue com curiosos em volta.

– Como minha mãe já me ligou dizendo que não tinha sido o meu prédio, não fiquei preocupado com meus parentes próximos. Minha preocupação agora é com meus vizinhos, as pessoas que moram ali – afirmou Marcelo. 
Fonte:  Jornal Extra

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