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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Chapada: Ator Jackson Costa participa da Feira Literária de Mucugê


Foto: JUP

A Fligê movimentou uma das cidades mais encantadoras da Chapada Diamantina entre os dias 15 e 18 de agosto. Mucugê voltou a se tornar território da leitura, dos versos, das rimas e da palavra, em suas diversas formas.

Mucugê, com todo o seu patrimônio nacional, foi palco para a Feira Literária contou com intervenções artísticas durante a programação. São quatro dias de produção e circulação de conhecimento literário, de experiências, saberes, vivências e encontro com o livro. 

Em 2019, a Fligê faz um convite à obra de Castro Alves, com enfoque em sua poesia e teatro, obras que se reverberam em sua voz lírica, épica e social. “A nossa opção foi a de assumir a representação da fortuna literária de Castro Alves sob as entradas de diásporas e distopias da atualidade, por meio de imagens de navios negreiros atuais, relações de amor de seus poemas de exaltação, os esquemas interpretativos que compõem o imaginário e narrativas modernas, atualizadas a partir de novas lentes para a criação do poeta do século 19”, explica a responsável pela curadoria, Ester Figueiredo.

A Fligê 2019 teve ampla participação de escritoras e escritores baianos, que de alguma forma foram e ainda são influenciados pelos escritos do também baiano Castro Alves. “A verbovisualidade da sua obra é o enquadre da homenagem”, afirma Ester, acrescentando que escritoras e escritores de circulação nacional e também no exterior estarão na Fligê: “a programação também acolhe jovens escritores que fazem a literatura brasileira e também de gerações passadas, realçando o trânsito da produção literária brasileira”.

A homenagem a Castro Alves se apresenta em mesas de conversa, espetáculos musicais e teatrais, na sessão de abertura “Sê livre… És gigante”, inspirada pelo poema “América”, na produção de obras artísticos e de trabalhos de estudantes, na expografia, nos bate-papos literários, textos e imagens.

O ator Jackson Costa apresentará o “Sarau do Poeta”, espetáculo em que a palavra conduz a música por inexploradas cadências e resgata a musicalidade e os versos da Bahia de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Gregório de Mattos e, claro, Castro Alves.


No último sábado (17), estudantes, aficionados por leitura de diversas cidades da Bahia, aportaram na Fligê para aproveitar a programação do evento. É o caso da aluna Rayane Silva, que se encontrou com o ator e disse sobre a abordagem da importância dos negros no Brasil. “Não importa qual a cor da sua pele, a alma não tem cor”, destacou.

Temas como memória, ancestralidade, a produção literária baiana, o sertão, a escravidão, o êxodo e os lugares no imaginário social, além das paisagens periféricas e urbanas, também farão parte da programação deste ano.

A programação ainda oferece um espaço dedicado às crianças (Fligêzinha) e ao cinema (FligêCine). Na Fligêzinha, os pequenos leitores têm acesso a escritores de livros infantis, interagem com perguntas, curiosidades e brincadeiras, ouvem e também contam muitas histórias.

No espaço dedicado à sétima arte, os filmes exibidos dialogam com a temática e com o atual contexto sócio-cultural, levando o espectador a refletir e (re)construir significados. Além disso, com a Fligê&Tu, a programação vai até a vila de Igatu, no município de Andaraí, onde realiza bate-papos, exposição e sarau na Galeria Arte & Memória.

A Fligê é uma realização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), em parceria com o Coletivo Lavra e com o apoio de recursos de emendas parlamentares do orçamento da União.
Fonte:  JUP

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