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sábado, 21 de abril de 2018

O que fazer em Piatã

Subida da Serra da Santana | Foto: Açony Santos


Nesta matéria sobre a cidade mais alta da Chapada Diamantina, você vai conferir dicas de cachoeiras, serras e trilhas maravilhosas pra quem gosta de caminhar, pedalar e curtir a natureza.

Piatã, além de ter vocação para o turismo rural, é o lugar ideal para quem gosta de aventura, subir serras íngremes, fazer esportes radicais, mas também abriga trilhas de fácil acesso onde você pode encontrar lindas cachoeiras com poucos minutos de caminhadas. Além disso, os atrativos naturais do lugar estão cercados por uma rica e variada vegetação. “Sua flora é exuberante e única, composta por orquídeas, bromélias e quaresmeiras, dentre outros tipos de belas espécies, comuns em locais de grande altitude”, comenta o guia Ricardo Silva.

Fim de tarde na Hípica da Amizade com vista para a Serra da Tromba | Foto: Açony Santos

A cidade pode ser visitada em qualquer época do ano, mas é nos meses de temperaturas mais baixas (maio, junho e julho) que Piatã ganha um encanto a mais. “Durante o inverno, os visitantes podem curtir temperaturas de até 3 graus degustando um bom café, uma cachaça ou licor artesanal e apreciar boa comida feita em fogão à lenha”, aconselha o guia Ricardo Xavier Pina. “Durante o dia, caminhadas aos picos das montanhas e banhos de cachoeira. À noite, um bom vinho e pratos da culinária regional típica fazem a viagem ficar ainda melhor”, finaliza.

Comida sendo preparada no fogão à lenha. | Foto: Açony Santos

A viagem a esta encantadora cidade serrana é garantia de contato com a natureza, de turismo rural e certeza de boa comida, além do café… (hummm). Sim, Piatã é uma das principais produtoras de café gourmet do Brasil. Deu vontade, não é? Então, dá uma olhadinha nas dicas que preparamos pra você e vem visitar a cidade mais alta do Nordeste.

Fazer uma visita às cachoeiras
Partindo do centro da cidade e passando por estradas de terra em boas condições, podemos visitar a Cachoeira do Patrício e do Chochó, caminhando poucos minutos, em trilhas de fácil acesso.

Cachoeira do Patrício. | Foto: Açony Santos

A visita começa na Cachoeira do Patrício, com 32 metros de altura. Cercada de matas ciliares e paredões rochosos, a cachoeira é um ambiente de beleza rara que proporciona muita paz e um delicioso banho. De acordo com o guia Autiere Trindade, o nome se deve ao antigo dono das terras em que hoje se situa esta maravilha. Os mais velhos contam que “Seu Patrício” estava caçando com alguns homens de sua fazenda, quando descobriu a cachoeira. “Dizem que eles perseguiam um veado por estas bandas, quando o animal caiu no abismo. Eles deram a volta para ver, e chegaram até o poço”, conta.

Cachoeira do Cochó. | Foto: Açony Santos

Cachoeira do Cochó vista de cima. | Foto: Açony Santos

Continuando nosso caminho, visitamos também a Cachoeira do Cochó, com 16 metros de altura e águas cristalinas, rodeadas por uma pequena “praia” de areias brancas. “Todos os caminhos são de de fácil acesso e sem desníveis até a cachoeira”, recomenda Autiere.

Praticar esportes radicais

O turismo em Piatã também atende a públicos específicos, como o de praticantes de esportes de aventura. Os adeptos à Mountain Bike encontram nas montanhas da cidade um dos melhores circuitos para a prática do esporte. “Pedras, travessias de rio, subidas e descidas íngremes fazem parte dos roteiros da cidade e de competições nacionais e internacionais”, conta Antonio Filho, premiado mountain biker da região. Para aqueles que preferem atividades verticais, é possível ainda praticar rapel na Cachoeira do Patrício, aventura com um toque a mais de adrenalina.

Passeio de Mountain Bike | Foto: Lucas Campos

Rapel na Cachoeira do Patrício com as agências Na Altitude/Piatã e Nativos da Chapada/Lençóis | Foto: Ricardo Xavier Pina

Pico do Barbado

Considerado o “Topo do Nordeste”, com 2.033 metros de altitude, está localizado no município de Abaíra, mas um de seus acessos fica em Piatã, segundo o guia Francisco Valadares. A trilha parte de Catolés e dura cerca de duas horas e meia.

Visual do Pico do Barbado | Foto: Dmitri de Igatu

Depois de uma subida com vistas de tirar o fôlego, ao chegar no cume, é possível ver o Pico do Itobira e a Serra das Almas onde fica o Pico das Almas.

O local também é ideal para prática de Mountain Bike e foi passagem do Brasil Ride durante alguns anos.

O Pico do Barbado fica dentro da Área de Preservação Ambiental Serra do Barbado e compreende parte de seis municípios: Abaíra, Érico Cardoso, Jussiape, Piatã, Rio de Contas e Rio do Pires, abrangendo uma área de 63.652 hectares. A vegetação predominante é a Caatinga, com partes de mata atlântica e nas partes mais elevadas campos rupestres.

Subir a Serra da Tromba

São 3,5km de subida com desnível positivo que chega a 720 metros. Essa trilha exige certo esforço físico por ser bem íngreme, mas o cenário montanhoso e o mirante para a nascente do Rio de Contas é incrível. No topo do morro, além de uma vista 360º de toda a cidade, é possível também degustar alguns cafés especiais produzidos na região. Agências de turismo locais já oferecem este tipo de passeio.

Pôr-do-Sol no alto da Serra da Tromba | Foto: Açony Santos

Pôr-do-Sol no alto da Serra da Tromba | Foto: Açony Santos

Ver o nascer do sol na Serra da Santana

Roteiro certo para os viajantes religiosos na Semana Santa e uma tradição dos piatãenses, a subida até o topo da Serra da Santana para contemplar a alvorada na Sexta-feira da Paixão reserva um verdadeiro espetáculo que emociona a todos.

“É preciso ter muita fé e preparo físico para alcançar os 2,2 km de subida bem íngreme até o topo”, brinca o guia Ricardo Silva. “Afinal, com uma inclinação que chega a 412 metros de desnível positivo em uma altitude de 1660 metros exige muita disposição”, completa Ricardo.

Subida da Serra da Santana | Foto: Açony Santos

Mas o esforço é recompensado com um belo visual da cidade e das montanhas ao redor, um verdadeiro presente para quem começou a caminhada na madrugada.

Subida da Serra da Santana | Foto: Açony Santos

Conhecer as pinturas rupestres da Serra do Gentil

Com apenas 25 minutos de carro e 5 minutos de trilha, chega-se à Serra do Gentil, onde estão gravados desenhos pré-históricos do período paleolítico, de 10 a 12 mil anos atrás, feitos pelos primeiros habitantes da região: indígenas caçadores e coletores.

Morro do Gentil | Foto: Clara Pires

Gravados nas cores amarela e vermelha, os desenhos retratam manifestações sociais da época, animais existentes na região e rituais de magia realizados pela tribo. “Os pigmentos eram extraídos de óxido de ferro, por isso as gravuras têm apenas duas cores”, segundo o guia Erialdo Oliveira.

Pinturas Rupestres da Serra do Gentil | Foto: Açony Santos

Para visitar o local não é preciso autorização prévia nem pagamentos de taxas, mas é recomendável  fazer a visita com um guia, que irá passar informações históricas,  garantir a segurança do grupo, além de proteger as pinturas, que não devem ser tocadas “A mão humana tem gordura e isso pode estragar as pinturas”, completa Erialdo.

Pinturas Rupestres da Serra do Gentil | Foto: Açony Santos


Rota do Café

Por ser a cidade mais alta e mais fria da Chapada Diamantina, Piatã possui o clima ideal para o cultivo do café, o que faz com que ela produza quatro dos dez melhores cafés do Brasil. Estas fazendas permitem um roteiro turístico, que além de você apreciar belas vistas, também pode degustar um bom café gourmet quentinho para aquecer a alma e alegrar o dia.
Fazenda São Judas Tadeu, aberta à visitação turística. Foto: Acervo da Fazenda.

Fazenda São Judas Tadeu, aberta à visitação turística. Foto: Acervo da Fazenda.

Confira mais fotos:

Foto: Açony Santos

Serra dos Três Morros, em Piatã/BA | Foto: Açony Santos

Foto: Açony Santos

Cachoeira do Patrício | Foto: Clara Pires

Rapel na Cachoeira do Patrício com as agências Na Altitude/Piatã e Nativos da Chapada/Lençóis | Foto: Ricardo Xavier Pina

Por Louise Pita e Renata Matos
Fonte: guiachapadadiamantina.com.br
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