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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Farmacêutico presta queixa na polícia contra vereador de Jussiape/BA

O vereador Jadiel Mendes Foto: Will Assunção/JUP

O farmacêutico Rodrigo Oliveira, residente do município de Abaíra, na Chapada Diamantina (BA), disse ter prestado queixa contra um vereador de Jussiape, o qual foi aconselhado a não divulgar o nome ainda, acusando de privação do direito de ir e vir, cobrança coercitiva de estacionamento ilegal, abuso de autoridade, tentativa de agressão, injúria e difamação além de improbidade administrativa, na Delegacia Territorial de Jussiape da 20ª COORPIN – Brumado.

Além do boletim de ocorrência, Rodrigo Oliveira informou que o caso também foi enviado ao Ministério Público Federal, que deverá encaminhar à Promotoria de Brumado, e, em seguida, remetido à Câmara dos Vereadores de Jussiape.

Apesar da adoção por parte do farmacêutico em não confirmar a identidade do parlamentar, o acusado por Rodrigo Oliveira é o vereador Jadiel Mendes (PSD).
De acordo com o farmacêutico, no último domingo (14), por volta das 16h20, ao se dirigir com a sua namorada ao Rio Água Suja (também conhecido como Rio da Barra), em Caraguataí, distrito de Jussiape, na Chapada Diamantina (BA), a área que dá acesso ao estacionamento público do balneário estava bloqueada por uma corda. Segundo Rodrigo, ele teria sido instruído por algumas pessoas a deixar o carro em um estacionamento pago, que fica em um terreno ao lado.
Em um texto compartilhado no WhatsApp, o farmacêutico afirma que o estacionamento, com tarifa cobrada de R$ 5, é clandestino, pois funciona sem alvará de autorização da Prefeitura. Rodrigo Oliveira ainda ressalta que havia vagas no estacionamento público do balneário, no entanto, resolveu deixar o seu carro aos cuidados dos trabalhadores do estacionamento privado.
Ao retornar, por volta das 19h40, o farmacêutico disse ter encontrado o estacionamento completamente abandonado, sem a presença de nenhum funcionário e o seu carro completamente abandonado em um terreno baldio, de fácil acesso a bandidos.
Ainda segundo Rodrigo Oliveira, a sua namorada, que reside em Caraguataí, procurou o dono do bar, instalado às margens do rio Água Suja, no intuito de entender o ocorrido. Segundo o farmacêutico, o homem que a atendeu disse que o estacionamento era de propriedade dos donos do terreno, no caso, a família de um vereador.
Rodrigo Oliveira afirma que ao procurar o vereador, que também estava no local, o parlamentar teria informado a sua namorada que o serviço do estacionamento encerrava sempre às 17h, mas, segundo o farmacêutico, em nenhum momento, o casal foi informado sobre o encerramento do serviço, nem pelos guardadores no momento da chegada, nem pelo som mecânico do evento realizado no local.
CONFUSÃO
Rodrigo Oliveira afirma que quando questionou o vereador sobre o acesso restrito ao rio, o parlamentar teria se calado.
Então, segundo o farmacêutico, ele voltou e disse “espero que da próxima vez a entrada do estacionamento público esteja aberta, ou terei que retornar com a polícia para resolver”.
Neste momento, segundo a narrativa de Rodrigo, o vereador, que estava sentado, disse: “você não pode colocar seu carro lá, não”.
Rodrigo teria retrucado: “Por que não posso colocar meu carro em espaço público, meu amigo?”.
Neste instante, segundo a acusação de Oliveira, o vereador teria se levantado da cadeira e partido com animosidade em direção ao farmacêutico gritando: “Quem é você? Conheço você por acaso? Você é de Jussiape? Você é um forasteiro!”.
Ainda Segundo Rodrigo, o vereador precisou ser contido pelos presentes, que estavam à mesa, para não partir para a agressão física.
Rodrigo Oliveira completa que a sua namorada desmaiou, logo em seguida a discussão se encerrou. O farmacêutico disse que o ocorrido fora presenciado por muitas pessoas, mas a maioria não se expõe por temer represálias do vereador. De acordo com Oliveira, ao consultar dois advogados, o parlamentar teria cometido pelo menos seis crimes, entre eles: crimes de privação do direito de ir e vir, cobrança coercitiva de estacionamento, uso indevido de espaço público, tentativa de agressão, injúria e difamação.
POLÍTICA E PODER
Rodrigo Oliveira salienta que o termo “forasteiro” ganhou sentido extremamente pejorativo na região, nas últimas eleições municipais de 2016, tendo em vista que alguns dos concorrentes não são naturais dos municípios em que concorriam. Ele aponta que é “extremamente revoltante ser chamado assim, tendo em vista que frequento o distrito desde os dois anos de idade e tenho avó lá, ainda que de consideração, mas que, por ser mãe de uma das minhas tias, sempre me tratou como um dos seus netos”.
No texto divulgado na internet, Rodrigo Oliveira faz alusão à tragédia de 24 de novembro de 2012. Em um trecho da sua publicação ele diz que “se algo acontecer comigo nos próximos 4 anos... já tem um suspeito principal”.
OUTRO LADO
Sobre o episódio do último domingo (14), o vereador Jadiel Mendes esclareceu em nota à Jussi Up Press que o estacionamento localizado próximo ao local onde foi realizado o evento serve de ponto de apoio ao balneário, quando não há mais vagas disponíveis no estacionamento do rio, e que o estacionamento em questão já possui alvará de licença emitido pela Prefeitura Municipal de Jussiape.
O vereador deixa claro ainda que o dono do estabelecimento – um quiosque às margens do rio – optou por controlar o acesso ao local para evitar quaisquer transtornos aos frequentadores, já que, no dia, além de um evento que reuniu moradores, nesta época do ano, o balneário recebe um número elevado de visitantes.
Jadiel Mendes se posiciona com veemência ao afirmar que em nenhum momento ofendeu um dos envolvidos com termos pejorativos, pois acredita no poder do diálogo cordial e mantém uma convivência pacífica com os moradores do município. O vereador esclareceu também que, no momento em que foi abordado pelo casal, estava acompanhado por amigos, mas sua reação foi comedida diante do acontecido.
À Jussi Up Press, Mendes reitera que, apesar dos ataques sofridos de forma lamentável, sabe que a população o conhece bem, pois tem se dedicado ao seu município e à vida pública há anos. “Todos conhecem o meu caráter, a minha família; sou um vereador conceituado, pois sou um homem de bem”, disse.
“Eu lamento e me expresso com tristeza ao saber que alguém possua a coragem de apelar, de forma irresponsável, à tragédia que vitimou gente muito querida para embasar uma acusação descabida e sensacionalista”, pontuou o vereador Jadiel Mendes.
Jadiel Mendes conclui a nota afirmando que sempre é firme nas suas posições, por isso não se abala com acusações levianas e insensatas, mas acredita no discernimento das pessoas em enxergar a verdade e interpretar os fatos com clareza.
Fonte: jussiup.com.br

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