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12 de dezembro de 2017

Piatã: A irmã mineira na Bahia revela o turismo por trás das lavouras de café especial

Café especial torna Piatã conhecida no meio da Chapada Diamantina (Foto: Lucas Magalhães/EPTV) 

 A Chapada Diamantina é uma das referências quando se fala de café especial. Na Bahia, a pequena Piatã despertou a atenção dos compradores mais exigentes após ganhar prêmios importantes em concursos de qualidade do café.

Os grãos maduros são colhidos em um lugar que pouco lembra a cultura baiana enraizada nas mentes do restante do Brasil. Considerada uma das cidades mais frias do Nordeste e a mais fria do estado da Bahia, com temperaturas que podem ser abaixo de 5 graus no inverno, os seus 1.268 metros de altitude fazem de Piatã uma irmã baiana do Sul de Minas.

Aliás, está mais perto da divisa mineira do que de sua própria capital – são pouco mais de 300 quilômetros das primeiras cidades de Minas Gerais e 566 quilômetros de Salvador.
A cadeia de montanhas protege as plantações que são uma das forças da economia na cidade de 18.267 habitantes, segundo dados do IBGE. A proteção das montanhas aliada ao clima frio, segundo os produtores, montam o cenário que dá origem ao café com sabor caraterístico daquele lugar. 

“Isso propicia que a maturação do grão seja mais lenta e o processo fica mais devagar, tornando o grão mais doce”, explica Rodolfo Moreno Costa Rodrigues, presidente da cooperativa de café.



E é pelas montanhas que os turistas podem encontrar paisagens típicas nos municípios de maior altitude. Piatã, conhecida como a cidade baiana mais antiga da Chapada Diamantina, é rodeada por serras altas que levam o visitante a uma sensação de estar cercado por muralhas.

Uma das atrações mais belas está justamente nas alturas - o Pico do Barbado. O mais de 2 mil metros de altitude fazem dele o ponto mais alto de todo o Nordeste.
Conjunto de montanhas formam o Pico do Barbado, uma das principais atrações em Piatã (BA) (Foto: Devanir Gino/EPTV) 

O pico fica na divisa da cidade com Abaíra e Rio de Contas e pode ser acessado com uma viagem de uma hora de carro para quem sai de Piatã. É comum, nos dias frios, vê-lo coberto pela forte neblina. Ele também é destino certo para quem pratica esportes nas montanhas. O local também proporciona longas caminhadas, mas que exigem muito preparo. 

“É uma caminhada muito forte, que exige muito de quem decide enfrentar. São três horas de subida, em 2036 metros de altitude”, explica o guia de turismo Ricardo Xavier Pina.
Montanhas de Piatã (BA) ficam encobertas por neblina nos dias de mais frio (Foto: Lucas Magalhães/EPTV) 


Pelas pedras que aparecem entre as trilhas, uma surpresa que tem mais de 10 mil anos. As pinturas rupestres revelam a presença humana nas terras da região baiana. São nove painéis de pinturas os mais visitados, que ficam principalmente na região conhecida como Três Morros. É possível ver os desenhos que resistiram às ações do clima nas pedras enormes espalhadas pelos caminhos.

É no meio de trechos de estradas de terra, com acessos fáceis de carro e a pé, que dá para encontrar outro ponto turístico muito procurado na pequena cidade baiana. Cerca de 35 metros de queda d’água formam a Cachoeira do Patrício, uma das mais visitadas na região.

O local é cercado de mata e paredões. Parceira das quedas do Patrício, está a Cachoeira do Chochó. Um pouco menor, com 16 metros de altura, a beleza fica por conta de suas águas cristalinas.
Piatã, na Bahia, tem o turismo baseado no sucesso do café especial (Foto: Devanir Gino/EPTV) 

Produtos e cultura baiana

A essência de Piatã pode ser encontrada em um mercado que começa no fim das tardes de sexta-feira e vai até o meio-dia de sábado. Ali, é possível agradar todos os tipos de comprador. Em uma quadra, produtores e comerciantes mostram seus produtos mais diferentes, que vão desde o tradicional café e outros produtos locais que remetem à cultura da cidade, até os utensílios mais comuns como panelas, frutas e temperos.
Já que o café é rei nas terras frias da Bahia, uma rota nas fazendas leva a sensação de estar bem próximo à tradição que se criou no lugar. “Com os roteiros, a pessoa conhece todo o processo que os produtores utilizam no café, as etapas de torra e moagem. E por fim a degustação”, conta Ricardo. 
Temperos são vendidos em mercado aos fins de semana em Piatã, na Bahia (Foto: Lucas Magalhães/EPTV) 


E uma degustação de café também é o prêmio final para quem encara a subida da Serra da Tromba, acompanhada do pôr do sol. São 3,5 quilômetros de caminhada, que levam a uma visão panorâmica da região.

“Piatã é um lugar especial pela sua altitude, o clima diferenciado que você não acha igual na Bahia em lugar nenhum. Faz frio o ano todo, em junho, julho, a gente chega a ter temperaturas muito baixas. E a tradição do café, que faz daqui um lugar muito procurado por turistas principalmente do Sul do Brasil e de outros países”.
Fonte: g1.globo.com

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