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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CORONEL HORÁCIO MATOS ( UM HOMEM E SUA BIOGRAFIA 134 ANOS DO NASCIMENTO )


Hoje, 18 de março de 2016, é um marco para a historiografia da Chapada Diamantina, para a Bahia e quiçá o Brasil, nessa data veio ao mundo um dos maiores guerreiros que o céu desta terra já cobriu.

Horácio de Queirós Matos nasceu na Fazenda Capim Duro, no antigo distrito de Chapada Velha que pertencia ao município de Brotas de Macaúbas, hoje pertencente ao distrito de Minas do Espírito Santo, município de Barra do Mendes, Estado da Bahia, aos 18 dias do mês de março do ano de 1882. Filho de Quintiliano Pereira de Matos e D. Herminia de Queiroz Matos. Tinha o prestigioso Coronel, os seguinte irmãos: Jovita, Vítor, Júlia, Cardosina, José, Francisco, Izidório, Ezequiel e Arquimedes de Queiroz Matos.

 Do segundo casamento de pai, teve o mesmo os seguintes irmãos: com Manoel, Juliana, Venâncio, José Benício de Matos, e Quintiliano Pereira de Matos Filho. Horácio de Matos casou-se com Dona Augusta Medrado de Matos em 23 de julho de 1923, sendo esta, filha do importante Cel. Antonio Landulfo da Rocha Medrado – Chefe de Mucugê, e com ela teve os seguintes filhos: Horacina, Horácio de Matos Júnior,Judith,Juth e Tácio Medrado de Matos. Na cidade de Morro do Chapéu, para onde se deslocou ainda muito moço, logo, se instalou com uma loja de tecidos e outros artigos do ramo. Sem demora, conseguiu grande amizade com o chefe local, o Cel. Francisco Dias Coelho este lhe deu a patente de Tenente-Coronel da Guarda Nacional, e assim o iniciou na política e na vida publica o que mais tarde se revelaria com grande êxito no futuro Chefe do Interior da Bahia, segundo o grande Estadista Rui Barbosa. Com a morte do seu tio Clementino de Matos, em 1912, Horácio de Matos passou a chefiar a família Matos. E, foi um dos mais valorosos chefes sertanejos.

Sendo ele evocado por várias vezes para em defesa dos pobres sertanejos que naquela época tantas opressões sofria sob o comando de poderosos sem coração que afligia os pobres, nunca se esquivava em atender aos pedidos dos seus conterrâneos. Exerceu os seguintes cargos: Chefe Político e Juiz Municipal , em Chapada Velha (1912); Conselheiro Municipal e Chefe Político em Brotas de Macaúbas (1916); Intendente Municipal de Brotas de Macaúbas (1917); Coronel da Guarda Nacional em Brotas (1918); Chefe Político de Lençóis (1920); foi nomeado Delegado Regional em Lençóis para toda a região Centro-Oeste até as barrancas do São Francisco em 09 de abril de 1920; Eleito Senador Estadual, pelo PRD,nas eleições de 07 de outubro de 1923,quando obteve 12.661 votos, mas só foi reconhecido em princípios de 1924, já no Governo Góis Calmon. Conselheiro Municipal em Lençóis (1926); Vice-Presidente e depois Presidente do Diretório Municipal do Partido Republicano Democrata, em Lençóis (1926); Presidente do Conselho Municipal de Lençóis (1927); Intendente (Prefeito) Municipal de Lençóis (em 08 de janeiro de 1928). Sendo um dos melhores administradores de Lençóis; exerceu o cargo de Intendente com eficiência, honestidade e justiça. Fundou o jornal “O Sertão”, em Lençóis (1929).

Comandou centenas de homens em armas, nas lutas de Campestre, contra os jagunços comandados pelo Cel. Manoel Fabrício de Oliveira, para vingar o assassinato do seu irmão Vitor de Matos. Cujo cerco durou 42 dias. Iniciou em abril e terminou em maio de 1915. Horácio de Matos comandou o cerco de Barra do Mendes, contra os homens do Cel. Militão Rodrigues Coelho, janeiro a junho de 1919. Em 1920, comandou o cerco de Lençóis contra os membros da Família Sá, que governavam o município. Fez parte como Chefe, da Reação Sertaneja, a pedido dos famosos opositores do então governador, os Senhores Rui Barbosa, Otávio e João Mangabeira, Ernesto Simões Filho, Pedro Lago, Luiz Viana entre outros, no sentido de impedir a posse do Governador eleito, Dr. José Joaquim Seabra, em 1920. Organizou o Batalhão Patriótico “Lavras Diamantinas”, com 625 homens, em 1926, para perseguir os “Revoltosos” da Coluna Prestes, nos Estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, até as fronteiras com a Bolívia. Na Revolução de 1930, Horácio de Matos ficou ao lado das forças que apoiavam o Presidente Washington Luis, que foi deposto, depois de vitoriosa a revolução. Horácio de Matos participou e colaborou no Desarmamento Geral do Sertão, em 1930. Depois da vitória da revolução, houve enorme perseguição aos chefes sertanejos. Horácio de Matos foi preso em Lençóis, a 30 de dezembro de 1930, na interventoria de Leopoldo Amaral, pelo tenente Hamilton Pompa e recolhido a chefatura de polícia, na Praça da Piedade em Salvador, no dia 1º de janeiro de 1931.

Estava a Bahia, sob a interventoria de Artur Neiva, quando vieram os idos de maio de 1931, quando Horácio estava em liberdade em Salvador. No dia 13 de maio de 1931, Horácio de Matos é posto em liberdade condicional para responder a júri. No dia 15 de maio de 1931, às 19:30 horas, logo após o jantar, saiu Horácio à rua, com sua filha Horacina, pela mão, e enquanto se deteve para conversar com uma velha conhecida, no Largo do Accioly, depois Largo 02 de Julho, em Salvador, foi alvejado pelas costas pelo Guarda-civil Vicente Dias dos Santos, que lhe fizera três disparos certeiros, tendo um dos projéteis atingido a carótida e outro transfixado o hemitóraz esquerdo e atravessado o coração. Sua morte foi instantânea, sendo o corpo levado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, onde foi autopsiado, voltando o corpo para a casa do Dr. Arlindo Sena, à Rua do Acioli nº 17, de onde seguiu o féretro para o Cemitério do Campo Santo, onde foi sepultado na quadra 11, campa 804 ª Tombou assim, Horácio de Queiroz Matos, o famoso caudilho que por muitos anos sustentara lutas terríveis nos sertões da Bahia, contra poderosos adversários que se coligavam contra ele. O assassinato do Cel. Horácio de Matos, foi bastante sentido no sertão e nas lavras. Ao seu sepultamento, compareceram membros do Tribunal de Justiça, médicos, advogados, jornalistas, escritores, políticos, representantes do Clero, vultos do alto comércio e de outras classes sociais, foram levar ao ilustre caudilho o último adeus.

 Ao descer o corpo de Horácio à sepultura, o jovem Alberto Morais, acadêmico de direito, pronunciou, em prantos, entre outras, as seguintes palavras: “Com o teu desaparecimento o sertão está órfão. Quem nos poderá guiar de agora por diante, para a paz ou para a guerra? ... Quem terá condição para substituir-te, e levar-nos, com a mesma bravura e com a mesma serenidade à busca das nossas sagradas reivindicações de homens livres? ... Quem, como tu, nos poderá ensinar a corrigir as injustiças sociais e gritar contra a indiferença dos Governos? ...” Morreu assim, vítima de grande traição, um dos mais famosos e dos mais respeitados chefes sertanejos: Cel. Horácio de Queiroz Matos. Horácio de Matos, foi alvo de criticas e elogios nos principais jornais do Estado e do País durante todo o século passado, e ainda hoje, em plena era da Internet, seu nome e sua valorosa biografia é citada por inúmeros historiadores, professores de universidades e por todos os internautas em geral. A família Matos é predominante na região serrana de nosso município, onde toma parte várias personalidades de nosso município, a exemplo de José Benício de Matos, Izalino Queiroz Matos, Alexandrino de Matos, Alexandrino Neto, Afra de Matos, Emídio de Matos, Maximiano de Matos, João Gomes-João Tenente, Aristófanes Matos, Everaldo Matos, Sebastião Bastos Matos, e tantos outros que não se podem aqui citar devido formar uma extensa lista.

Várias cidades da Chapada Diamantina, tem assim feito, a exemplo das Praça Horácio de Matos em Seabra, Praça Horácio de Matos em Lençóis, Rua Horácio de Matos em Brotas de Macaúbas, Colégio Horácio de Matos em Mucugê,e Aeroporto Internacional Horácio de Matos em Lençóis, dentre outros. Com o advento da internet e de outros meios de comunicações, escrita, visual e auditiva, a biografia do Coronel da Chapada Velha se tornou viral, mito. O historiador apresenta e a História julga, mas nesse caso o próprio personagem é auto -julgado pela sua biografia. Coronel Horácio de Matos, um nome que resiste.
Liandro Antiques

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