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29 de outubro de 2016

Macaúbas-BA: Fechamento de creches gera revolta de pais e funcionários



 Foto: Jornal do Sudoeste

O prefeito José João Pereira (Zezinho), do PDT, tem se esforçado para concluir seu mandato amargando os mais expressivos índices de rejeição possíveis e para ser alvo, possivelmente ainda antes de desocupar as gavetas do gabinete do primeiro andar do prédio da Prefeitura Municipal de Macaúbas, de ações do Ministério Público para responder por atos de improbidade administrativa. 

O sucateamento da estrutura da máquina pública, que vem sendo patrocinado desde a sua posse com a equivocada escolha da maioria dos assessores e colaboradores e a ausência de planejamento e transparência na formatação e execução de políticas públicas e na aplicação de recursos do erário, estão sendo amplificadas desde o início do processo eleitoral concluído no último dia 2 com o atraso no pagamento de salários de servidores, fornecedores e prestadores de serviços.

 Some-­se ao descontrole das finanças públicas o fato de que Macaúbas é hoje um grande canteiro de obras abandonadas, numa clara demonstração de descaso da gestão pública com os recursos do erário e onde as prioridades não são o atendimento às demandas da coletividade e a eficiência dos serviços públicos, principalmente nas áreas da Educação e da Saúde, que estão sendo relegadas a um plano inferior. Retrato dessa situação absurda, duas Creches Municipais ­ Leobina Pereira Rego e Amélio Costa – estão com suas atividades paralisadas causando prejuízos a crianças em situação de vulnerabilidade social. 

Professores, merendeiras e servidores das Creches estão com os salários atrasados a mais de três meses e decidiram paralisar as atividades. Na sexta­-feira (21), pais e profissionais lotados nas Creches Municipais participaram de uma manifestação nas ruas centrais de Macaúbas. O protesto terminou na porta da Secretaria Municipal de Educação e chamou a atenção da população.

Uma diarista, cuja identidade solicitou fosse preservada, que tem uma filha na Creche Leobina Pereira Rego, que está com as atividades paralisadas, fez um desabafo à reportagem do JS. "Estamos sem trabalhar. Tem um monte de pessoas sem saber o que fazer, estamos desesperados. 

É um jogo de 'empurra'. Um fala que a culpa é de um, outro fala que é de outro e quem paga por isso são os pais. Os professores, merendeiras e faxineiros da Creche estão com três meses de salários atrasados, não tem merenda. A gente tendo que levar merenda. Isso é um desrespeito", indignou-­se. Este também é o sentimento dos profissionais que trabalham nas Creches. Uma merendeira disse que além dos problemas que enfrenta por conta do atraso nos salários, ainda sofre “pressões e ameaças” da Secretaria Municipal de Educação. "Nós estávamos tentando trabalhar, mas com três meses de salário atrasado é complicado. Estávamos trabalhando em consideração aos pais e às crianças. Estou com aluguel, água e luz tudo atrasado. 

Estou vendo a hora que terei que ir pra rua, porque não tenho para quem recorrer e ainda por cima somos ameaçados pela Secretaria. Hoje mesmo, por participarmos dessa manifestação, estamos correndo o risco de sermos demitidos”, desabafou. Pressionado pela repercussão negativa da manifestação, o prefeito José João Pereira (Zezinho) determinou a seus prepostos na Secretaria Municipal de Educação que agendassem uma reunião com as lideranças do movimento. 

No final da tarde, o prefeito ouviu professores, servidores e pais de alunos e comprometeu-­se a regularizar o pagamento dos salários e a aquisição de alimentos para a merenda escolar das Creches Municipais até no máximo o dia 28 de outubro. Em contrapartida, os professores e servidores das Creches Municipais deliberaram pelo retorno das atividades na segunda-feira (24). O prefeito, segundo um dos participantes do encontro, teria culpado a crise econômica pelos atrasos, mas assumiu o compromisso de normalizar a situação. 
Fonte : Jornal do Sudoeste

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